Quem somos
Um teatro feito com a escuta da terra.
O Grupo Andaime Teatro é um coletivo de artistas-pesquisadores fundado em 1986 em Piracicaba (SP). Há quatro décadas, investiga as memórias orais, a cultura popular brasileira e os modos de vida do interior paulista.
O Andaime busca um questionamento através da arte no caminho da preservação da própria identidade.
O Andaime Teatro, que integrou a Cooperativa Paulista de Teatro desde 2002 a 2008, foi formado em 1986 com o objetivo de promover investigações e experimentos nas artes cênicas. A ideia partiu de dois atores, Antonio Chapéu e Carlos Jerônimo, integrantes do Setor de Teatro da Universidade Metodista de Piracicaba, criado em 1980.
Os primeiros passos
Em 1986, com direção de Benê de Oliveira, a peça O Diabo e o Homem à Brasileira, de Paulo Campos, marcou o início do Andaime. Foram cinco apresentações em Piracicaba, Mogi das Cruzes, Salto e Sorocaba.
O segundo trabalho foi O Santo Milagroso, de Lauro César Muniz, com direção de Carlos Tamito Oda. A estréia aconteceu em 1989. Premiada no 23º Festival de Teatro do Estado de São Paulo, realizado na cidade de Ourinhos, como o 3º melhor espetáculo e melhor atriz para Cida Azevedo. Foram dez apresentações nas cidades de Piracicaba, Itapira, Iracemápolis, Araçatuba, Ourinhos e Pinhal.
Dando continuidade ao processo de pesquisa, o grupo montou, em 1990, a peça As Desgraças de Uma Criança, de Martins Penna, com direção de Carlos ABC. A montagem foi premiada como melhor espetáculo nos festivais de Campinas e Marília, além de várias premiações para atriz, direção, cenário, figurino, iluminação e maquiagem, nos festivais de Franca, Sumaré e Ourinhos. Foram mais de 25 apresentações da peça em várias cidades do estado.
Em 1993, com direção de Carlos ABC, o Grupo Andaime estreou O Pequenino Grão de Areia, de João Falcão. A peça foi classificada como pedagogicamente perfeita e excelente espetáculo em todos os sentidos, no festival de Jundiaí. Foram 25 prêmios, em vários festivais, sendo três de melhor espetáculo. Foram 42 apresentações em Sesc, Sesi, teatros e outros espaços pelo estado.

Apresentação da Peça Lugar onde o Peixe Para no SESC Piracicaba.
Aprofundamento e raízes
Ao completar dez anos de existência, em 1996, o Andaime deu início a um processo de pesquisa e criação do qual resultaram espetáculos que são referências fundamentais em sua trajetória criativa. Esse processo tem possibilitado ao grupo o aprofundamento dos estudos sobre as raízes culturais da região de Piracicaba, a reconstrução de sua memória por meio de um conjunto de depoimentos e lembranças não registradas oficialmente, bem como manter um contato significativo com os meios e técnicas de criação coletiva.
Lugar onde o Peixe Pára
Lugar onde o Peixe Pára, que tem roteiro e direção de Carlos ABC, estreou em 1996. O texto, do próprio grupo, retrata o universo caipira. O cotidiano dos que habitam as margens do rio fica evidenciado e traz à tona os mitos que permeiam e compõem esse universo. A montagem mescla recursos cênicos com elementos autênticos do folclore e da cultura popular. A lenda do Rio é usada como fio condutor. A festa do Divino, o Cururu, as piadas de pescador, a pamonha, a "Nhala Seca" e o "Turco que come crianças" estão presentes.
O espetáculo já foi visto em mais de 35 cidades de cinco estados brasileiros. Mais de 35 mil pessoas assistiram à peça, num total de 79 apresentações. A peça foi encenada na Itália, em maio de 1999, no Teatro Comunale di Tesero, Região de Trento, como parte de um intercâmbio cultural com o Centro de Pesquisas Cênicas "Non Solo Danza".
A montagem recebeu 48 prêmios e 40 indicações para ator, atriz, diretor, cenário, trilha sonora, figurino, iluminação, texto inédito, além de sete prêmios de melhor espetáculo nos festivais de Ponta Grossa (PR), em 1999; Blumenau (SC), Rezende (RJ) e Santos (SP), em 1998; São José dos Campos (SP), Santa Bárbara D'Oeste (SP) e Pindamonhangaba (SP), em 1997.
O espetáculo foi encenado no Festival Internacional de Londrina (FILO), em 1998, e no Festival de Curitiba, no ano 2000. A peça foi contemplada, em 2007, com o PAC 13 — Concurso de Apoio à Circulação de Espetáculos de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. O edital propiciou a realização de nove apresentações nas cidades de Piracicaba, Cerqueira César, Bauru, Tietê, Santana do Parnaíba, Limeira e São José do Rio Pardo. Em 2015, a peça voltou a ser contemplada com o Proac Circulação, realizando mais dez apresentações em dez diferentes cidades do estado.
Nonoberto Nonemorto
A montagem Nonoberto Nonemorto, de Luís Alberto de Abreu, estreou no ano 2000 e já superou a marca de 20 mil espectadores. A peça foi produzida com recursos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e contou com patrocínio da Empresa Caterpillar. A estreia se deu após uma viagem para intercâmbio cultural com a Associazione Teatrale Arjuna e Associazione Non Solo Danza, sediada na região de Trento, Itália.
O espetáculo, uma comédia humana, foi construído a partir de pesquisas realizadas na Itália e nos bairros piracicabanos de Santana e Santa Olímpia, comunidades de origem tirolesa/trentina que há mais de cem anos fixaram-se na região. A base de todo o projeto está na pesquisa desenvolvida pelo Grupo Andaime junto aos moradores desses bairros que ainda conservam fortes traços da cultura tirolesa/trentina, sendo alvos de pesquisas também de outros estudiosos. O processo criativo do Grupo Andaime foi objeto de pesquisa da aluna Simone Cristiane Silveira Cintra, no curso de Pós-graduação da Unicamp. A pesquisa de Mestrado, sob orientação da Dra. Ana Angélica Albano, "focalizou o processo de criação do espetáculo Nonoberto Nonemorto, a partir do que foi mobilizado, tocado, sensibilizado, transformado nos intérpretes/autores que dele participaram".
Nonoberto Nonemorto foi premiado como segundo melhor espetáculo na fase final do Mapa Cultural Paulista, em maio de 2002, no Teatro Fernando de Azevedo, em São Paulo. A montagem ainda recebeu o prêmio de melhor texto e melhor atriz coadjuvante para Daniela Scarpari. No X Festival Nacional de Teatro de Florianópolis (SC), "Isnard Azevedo", realizado em novembro de 2002, a peça foi indicada como melhor espetáculo, além de receber os prêmios de melhor atriz para Daniela Scarpari, melhor figurino para Márcio Medina, melhor atriz coadjuvante para Nelma Nunes, Luzia Stocco e Gabriela Elias (fato inédito no festival), melhor direção para Francisco Medeiros e indicação para melhor cenário para Márcio Medina.
A montagem foi indicada como melhor espetáculo no 15º Festival Universitário de Blumenau (SC), em julho de 2001. Recebeu também indicações de melhor atriz para Daniela Scarpari, melhor figurino para Márcio Medina, melhor concepção sonora para Francisco Medeiros e Thiago Altafini, e melhor direção para Francisco Medeiros. A peça ficou com os prêmios de melhor cenário para Márcio Medina, melhor iluminação para Paulo Heise, melhor conjunto de atores para o Grupo Andaime e menção honrosa para o texto de Luís Alberto de Abreu.
No 5º Festival Nacional de Teatro de Americana, realizado em setembro de 2001, a montagem recebeu o prêmio de melhor pesquisa e Gabriela Elias foi premiada como melhor atriz coadjuvante. Márcio Medina foi indicado como melhor figurinista e cenógrafo. O texto, de Luís Alberto de Abreu, também recebeu indicação. No XXV FESTE — Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba, realizado em novembro de 2001, o espetáculo conquistou os prêmios de melhor espetáculo, melhor direção, melhor cenário e figurino, melhor sonoplastia, melhor pesquisa, melhor ator — Antonio Chapéu, texto original, apreciação popular, além de indicações para atriz coadjuvante Daniela Scarpari e Gabriela Elias e também iluminação.

Cena de Nonoberto Nonemorto.

Cena de Alice através do tempo.
Alice através do tempo e Comovento
O grupo estreou, em 2002, a peça Alice através do tempo. Resultado de uma pesquisa sobre o início da República no Brasil e da história da missionária Martha Watts, fundadora do Colégio Piracicabano, os estudos realizados pelo Andaime foram coordenados pelas atrizes e historiadoras Luzia Stocco e Nelma Nunes. O texto é de Carlos Jerônimo e a direção de Antonio Chapéu.
A peça Comovento estreou em 2003 e é resultado de uma pesquisa abrangente do Grupo Andaime, iniciada em agosto de 2002, sobre o circo-teatro no Brasil. Trata-se de um olhar sobre este universo pouco lembrado da cultura popular. A peça foi produzida com recursos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e contou com patrocínio das Empresas Caterpillar, Nagoya Motors e Elring Klinger.
Trabalhando num processo participativo de construção dramatúrgica em parceria com Luís Alberto de Abreu, o grupo tem como resultado um texto intenso e revelador, no qual a condição humana e do artista ganham dimensões que extrapolam o universo circense. Os personagens e suas histórias trazem as oposições e as contradições humanas de forma poética e intrínseca. A direção é de Francisco Medeiros.
A peça Comovento recebeu os prêmios de melhor cenário e melhor figurino no 18º Festival Nacional de Teatro de Blumenau (SC), em julho de 2004. No Festival de Pindamonhangaba (FESTE), o espetáculo conquistou os prêmios de melhor atriz coadjuvante para Gabriela Elias, melhor iluminação para Paulo Heise e indicações para melhor ator para Carlos Jerônimo e melhor cenário para Márcio Medina.
A Noiva do Defunto
A peça A Noiva do Defunto é uma comédia portuguesa de domínio público que estreou em 2006. O texto foi gentilmente cedido ao grupo pela família do Circo Piranha, através de Luís Jóia Ramos — palhaço Serelepe. A encenação, com direção de Antonio Chapéu, é um misto de farsa e melodrama. A peça foi produzida com recursos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e contou com patrocínio da Empresa Caterpillar. Foram mais de 130 apresentações, vistas por mais de 28 mil espectadores, em três estados brasileiros. Ganhou o Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro — 2011, como melhor espetáculo apresentado em rua.
O Segredo do Café com Biscuit
O Segredo do Café com Biscuit estreou em 2006. A montagem faz parte de um projeto amplo denominado Presença Americana no Brasil, que propõe a reconstrução da memória e do legado de um contingente de imigrantes americanos procedentes do Sul dos Estados Unidos e estabelecidos, a partir de 1865, no Brasil, na região de Americana, Santa Bárbara d'Oeste e Piracicaba, no interior do estado de São Paulo. A produção fez parte das comemorações dos 125 anos do Colégio Piracicabano. A montagem, com direção de Antonio Chapéu, mostra as profundas conexões existentes entre essas duas nações, o lastro cultural e o impacto da centenária presença americana no Brasil.
Em novembro de 2006, o Grupo Andaime participou de uma turnê com o espetáculo, onde realizou quatro apresentações nos Estados Unidos da América, nas cidades de Pulaski (Tennessee), Poultney (Vermont), New York City (NY) e Marietta (Ohio).

Cena de As Patacoadas de Cornélio Pires.
As Patacoadas de Cornélio Pires
As Patacoadas de Cornélio Pires — uma estrepolia musical em dois atos e uma chegança estreou em 2008. A montagem é resultado de uma pesquisa que antecede os estudos que desencadearam a criação da peça Lugar onde o peixe pára, sobre a cultura caipiracicabana. O Grupo Andaime volta o olhar para a magnífica obra de Cornélio Pires, genuinamente paulista, enraizada na figura mais representativa e autêntica de nossa cultura popular: o caipira. A direção e dramaturgia são de Luiz Carlos Laranjeiras.
Em 2008, no 4º Festival Nacional de Teatro de Limeira (SP), a peça conquistou os prêmios de melhor texto original, melhor sonoplastia, melhor trilha sonora e 2º melhor espetáculo. Também recebeu indicações para melhor ator coadjuvante (Charles Mariano), melhor espetáculo do Júri Popular e melhor diretor (Luís Carlos Laranjeiras). No 36º FENATA — Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (PR), em 2008, o espetáculo ganhou os prêmios de melhor texto original e melhor ator coadjuvante para Bruno Agulhari, além de indicações para melhor trilha sonora (Antonio Chapéu, Jonathas Beck e Domingos de Salvi), melhor atriz coadjuvante (Maria Trevisan), melhor ator coadjuvante (Antonio Chapéu), melhor peça pelo júri popular e melhor peça pela comissão julgadora oficial.
Na terceira edição do FENTEPIRA — Festival Nacional de Teatro de Piracicaba (SP), os prêmios foram de melhor espetáculo, melhor direção, melhor ator para Bruno Agulhari, melhor ator coadjuvante para Barbosa Neto e prêmio destaque do júri — Grupo de Teatro Andaime, pela pesquisa de dramaturgia e resgate da obra de Cornélio Pires, além de indicação para melhor trilha original. Em 2009, no 8º Festival de Teatro de Tupã (SP), a peça conquistou os prêmios de 2º melhor espetáculo, melhor direção e melhor ator coadjuvante para Barbosa Neto. As indicações foram para melhor trilha sonora (Antonio Chapéu, Jonathas Beck e Domingos de Salvi), melhor atriz coadjuvante (Maria Trevisan), melhor ator (Bruno Agulhari e Antonio Chapéu), melhor figurino (Pat Maria) e melhor cenário (Valtencir Franzol).
No 3º FESEST — Festival de Teatro de Avaré, em 2009, os prêmios foram de 2º melhor espetáculo, melhor ator para Bruno Agulhari, melhor ator coadjuvante para Antonio Chapéu, melhor sonoplastia (Jonathas Beck, Antonio Chapéu e Domingos de Salvi) e prêmio especial do júri pela pesquisa de linguagem do universo caipira, em busca de um teatro musical brasileiro.
Contemplado, em 2014, com o edital da Copa "Cultura 2014" do Ministério da Cultura, para realização de seis apresentações em Recife (PE). Em 2018, foi contemplado com Edital Proac Circulação. Em 2019, ganhou prêmio de melhor espetáculo no 4º Festkaos — Festival de Teatro de Cubatão. Foram 95 apresentações até o momento, com público estimado de 25 mil espectadores.

Cena de Coração dos Teatros Rodantes.
Coração dos Teatros Rodantes
A peça Coração dos Teatros Rodantes estreou em 2012. A montagem foi desenvolvida a partir da pesquisa do livro/texto Kafka e a boneca viajante, de Jordi Fabra i Sierra, com dramaturgia do mestre Ilo Krugli, e busca desvelar a profundidade do mesmo revelada de maneira simples, na experiência de uma criança e um brinquedo. Com essa encenação, o Andaime busca instalar o lugar da palavra nas praças e parques públicos, no objetivo de restabelecer o diálogo entre artistas e público no espaço que é, de origem, destinado ao encontro. A direção é de Rogério Tarifa. A montagem contou com apoio do Proac Produção da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Em 2017, a peça foi contemplada com Edital Proac Circulação de Espetáculo Infantil.
O Anjo da História
Em 2014, o grupo estreou O Anjo da História. A peça busca reafirmar a constante busca pela memória, já presente em toda a trajetória de mais de 29 anos do grupo Andaime. Sentimos a necessidade de olhar para um passado não tão distante: o período da ditadura militar no Brasil. Como este período histórico aconteceu na cidade sede do grupo? Tudo isso para podermos ter um outro ponto de vista sobre esse acontecimento, já que a grande história e os grandes relatos vêm sempre dos grandes centros. E hoje? Quanto pesa a herança do passado? Quanto nos conturba o passado que retorna?
Uma das características fundamentais deste projeto é a escolha dos atores como uma grande metáfora da história que queremos contar. Este é um reencontro entre três artistas que participaram de montagens históricas do Grupo Andaime da Unimep, como Lugar onde o peixe para, sobre a cultura caipira, e Nonoberto Nonemorto, sobre a imigração italiana em Piracicaba. Hoje, eles desenvolvem seus trabalhos artísticos e de pesquisa não apenas em diferentes grupos (Andaime de Piracicaba, Cia Contraponto e Cascina Barà), mas também em diferentes cidades e países (Piracicaba, São Paulo e Itália).
Trata-se, portanto, de uma metáfora de seus movimentos pessoais: o ator e fundador do Grupo Andaime, Antonio Chapéu, que ficou na cidade de Piracicaba e continua trabalhando no grupo; Paulinho Faria, que migrou para São Paulo e, depois de passar por diversos grupos, inclusive o CPT de Antunes Filho, fundou a Cia Contraponto; e Daniela Scarpari, que imigrou para a Itália, onde fundou o Cascina Barà. Este é o nosso ponto de partida. Queremos entender, através de nossa própria história, três pontos de vista diferentes: aquele de quem fica, de quem retorna e de quem emigra. O projeto de montagem foi contemplado com o Proac Produção de Espetáculos Inéditos e realizou 20 apresentações em várias cidades do estado.

Cena de O Anjo da História.
Novas criações e atualidade
Em 2015, o grupo estreou a peça A Pedra a gente põe amanhã, criação e direção em processo colaborativo do Andaime. A pesquisa foi pautada pela situação limite da vida dos artistas em cidades do interior. Foram dez apresentações em comemoração aos 30 anos do grupo. Em 2019, Descomparadas, criação coletiva baseada na obra de Manoel de Barros, foi encenada no Garapa. Com temática jovem, a montagem tem percorrido escolas da cidade e já contou com dez apresentações.
Em 2020, o Andaime desenvolveu uma pesquisa, com apoio do Proac Produção de Espetáculo Inédito, que tem como foco os artistas circenses, com direção de Ésio Magalhães. Com a pandemia do coronavírus, a peça Quem morreu? teve sua estreia, de forma online, em 2021. Também em 2021, o coletivo desenvolveu o experimento audiovisual Massapê, resultado de pesquisa contemplada com Edital Proac Lab, com direção de Rogério Tarifa e produção da Urgência Filmes.
Idealizou, em 2022, o Curso Livre Andaime Teatro, fundamentado nos princípios de trabalho do grupo, compartilhando saberes com jovens de diferentes idades da cidade de Piracicaba (SP). Atualmente conta com aproximadamente 40 alunos matriculados regularmente nos cursos.
Estreou em 2023 o espetáculo Seja como Flor – Por que deixamos o mundo nas mãos dos maus?. A peça é baseada em composições poéticas de Luiz Carlos Laranjeiras, desenvolvidas ao longo de sua vida dedicada à sua trajetória pessoal e suas vivências artísticas. O espetáculo conta, pela segunda vez, com a direção artística e musical de Luiz Carlos Laranjeiras.
Em 2025, o Grupo Andaime/Núcleo Mãe estreou o espetáculo Quando nasce uma criança, nasce uma música, com direção de Thaís Dias. A obra é resultado de um processo de pesquisa baseado em escutas, relatos e memórias de mulheres, parteiras e famílias, costurando histórias de gestação, nascimento, cuidado e transmissão de saberes. O espetáculo constrói uma narrativa sensível sobre o parto como experiência coletiva e ancestral, onde corpo, voz, música e palavra se entrelaçam para refletir sobre o início da vida, a força do feminino e os rituais que marcam a chegada de uma criança ao mundo.
Ainda em 2025, o Núcleo Mãe lançou o documentário Estado Bruto — relatos sobre partimento, como desdobramento de uma pesquisa desenvolvida pelo grupo. O filme reúne relatos de parteiras, mães, doulas e profissionais da saúde, abordando o parto a partir de diferentes experiências, saberes e perspectivas, e funciona como uma pesquisa adjacente e complementar às investigações artísticas e políticas realizadas pelo Núcleo Mãe.
